Hugo JordãoProteção Veicular

Seguro para Carro Antigo: O Guia para Não Perder Dinheiro nem Tempo

Proteger um carro clássico exige estratégias diferentes do seguro comum. Entenda por que a Tabela FIPE não funciona para antigos e conheça as melhores opções de valor acordado no mercado.

30 de junho de 20267 min de leitura

Seguro para carro antigo: quais opções realmente funcionam para proteger o seu clássico?

Quem é apaixonado por carros antigos sabe que o valor de um clássico vai muito além da Tabela FIPE. Em muitos casos, o veículo passou por anos de restauração, recebeu peças raras, preservou sua originalidade e carrega uma história que não pode ser medida apenas por um preço de mercado.

O problema aparece quando chega o momento de contratar uma proteção. Muitos proprietários descobrem que encontrar um seguro para carro antigo é muito mais difícil do que imaginavam. Diversas seguradoras tradicionais deixam de aceitar veículos mais antigos ou oferecem condições que não refletem o verdadeiro valor do automóvel.

Segundo Hugo Jordão, antigomobilista e especialista no segmento de proteção veicular, entender como esse mercado funciona pode economizar horas de pesquisa e evitar escolhas que não atendem às necessidades de quem possui um veículo clássico.

Neste artigo, reunimos os principais pontos apresentados por ele para ajudar você a entender quais alternativas existem e quais características devem ser analisadas antes de contratar uma proteção.

Por que é tão difícil encontrar seguro para carro antigo?

Ao contrário de um veículo de uso comum, um carro antigo possui características muito específicas.

Além do estado de conservação, entram na conta fatores como originalidade, raridade, histórico de restauração, disponibilidade de peças e até mesmo sua importância histórica.

É justamente por isso que muitos veículos clássicos valem muito mais do que a Tabela FIPE indica.

Segundo Hugo Jordão, esse é um dos principais motivos pelos quais as seguradoras tradicionais costumam ter dificuldades em oferecer um produto adequado para esse público. Muitas empresas trabalham com critérios padronizados que acabam não contemplando as particularidades dos carros antigos.

Na prática, isso faz com que diversos proprietários recebam negativas de contratação ou propostas que não correspondem ao valor real do veículo.

O primeiro erro de quem procura seguro para carro antigo

Hoje, a primeira reação da maioria das pessoas é abrir o Google e pesquisar por termos como "seguro para carro antigo" ou "seguro para carro clássico".

De acordo com Hugo Jordão, esse caminho nem sempre leva às melhores opções.

Os primeiros resultados normalmente são anúncios patrocinados de plataformas de cotação ou seguradoras tradicionais. Embora sejam empresas conhecidas, muitas delas trabalham com produtos desenvolvidos para veículos de uso cotidiano, e não para automóveis de coleção.

Segundo ele, muitas pessoas acabam preenchendo formulários, aguardando retornos e gastando tempo para descobrir, somente depois, que a empresa não aceita aquele modelo ou que oferece uma cobertura incompatível com o que o proprietário procura.

Por isso, antes mesmo de iniciar diversas cotações, vale entender quais empresas realmente trabalham com veículos clássicos e quais limitações cada modalidade possui.

O maior problema da Tabela FIPE para carros antigos

Quem participa do universo do antigomobilismo sabe que a FIPE raramente representa o valor real de um clássico.

Um veículo totalmente restaurado, com peças originais e excelente estado de conservação pode valer duas, três ou até mais vezes o valor apresentado pela tabela.

Segundo Hugo Jordão, esse é um dos maiores pontos de atenção ao contratar uma proteção.

Imagine um Fusca extremamente conservado cujo valor de mercado seja de aproximadamente R$ 16 mil. Caso a indenização seja baseada exclusivamente na FIPE, o proprietário poderá receber um valor muito inferior ao necessário para adquirir outro veículo semelhante.

Por isso, entender qual será o critério utilizado para calcular uma eventual indenização é um dos pontos mais importantes antes da contratação.

A opção da Sura Seguradora

Durante o vídeo, Hugo Jordão comenta que a Sura pode representar uma boa alternativa para alguns perfis de proprietários.

Segundo ele, a empresa oferece proteção interessante para situações como roubo, furto e perda total.

Entretanto, existe uma limitação importante.

Na análise apresentada por Hugo, essa modalidade não contempla colisões ou danos parciais. Isso significa que, caso ocorra um acidente que não resulte em perda total do veículo, os custos do reparo permanecerão sob responsabilidade do proprietário.

Para quem utiliza pouco o carro ou procura exclusivamente uma proteção contra roubo e perda total, essa característica pode fazer sentido. Porém, para quem deseja uma cobertura mais ampla, é fundamental avaliar cuidadosamente esse ponto antes da contratação.

Porto Seguro e Azul: qual é o principal ponto de atenção?

Outra possibilidade comentada por Hugo Jordão envolve empresas tradicionais como Porto Seguro e Azul.

Segundo ele, essas seguradoras podem, em determinadas situações, aceitar o veículo.

O principal cuidado, entretanto, está no critério utilizado para indenização.

De acordo com Hugo, em muitos casos a referência continua sendo a Tabela FIPE. Como diversos veículos clássicos possuem valor de mercado significativamente superior ao valor tabelado, isso pode gerar uma diferença importante caso ocorra uma indenização integral.

Por esse motivo, ele recomenda que o proprietário confirme previamente qual será a base utilizada para cálculo da indenização antes de fechar qualquer contrato.

Holding Seguros: proteção com valor acordado

Entre as alternativas citadas, Hugo destaca a Holding Seguros como uma corretora especializada no segmento.

Segundo ele, trata-se de uma empresa aprovada pela Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA) e que trabalha com uma seguradora sediada em Londres.

O principal diferencial apontado é a possibilidade de contratar a proteção utilizando o chamado valor acordado.

Nesse modelo, o veículo passa por uma avaliação técnica e o valor definido entre as partes passa a ser utilizado como referência para eventual indenização.

Para proprietários que investiram anos em restauração, esse formato oferece uma solução muito mais compatível com a realidade do mercado de carros antigos.

Existe alguma limitação?

Segundo Hugo Jordão, sim.

A principal restrição está relacionada ao limite anual de quilometragem.

Para quem utiliza o carro apenas em encontros ocasionais e pequenos passeios, essa condição normalmente não representa um problema.

Por outro lado, quem participa frequentemente de eventos, realiza viagens longas ou gosta de utilizar bastante o veículo deve observar esse detalhe com atenção.

Caso a quilometragem contratada seja ultrapassada, podem existir impactos sobre a cobertura.

A Proteção Placa Preta da Atos

Outra alternativa apresentada por Hugo Jordão é a Proteção Placa Preta, desenvolvida pela Atos Proteção Veicular.

Segundo ele, trata-se de uma modalidade voltada especificamente para veículos clássicos, considerando as necessidades desse público.

Entre os diferenciais destacados estão a possibilidade de proteção pelo valor acordado, avaliação específica do veículo e assistência 24 horas.

Outro ponto enfatizado é o serviço de guincho com cobertura de até 1.000 quilômetros, característica importante para proprietários que costumam viajar para encontros e exposições em diferentes cidades.

Além disso, Hugo destaca que essa modalidade não estabelece limite de quilometragem para utilização do veículo, permitindo que o proprietário participe de eventos e viagens sem essa preocupação.

Ele também lembra que a proteção veicular passou a contar com regulamentação e fiscalização da SUSEP, trazendo um novo cenário para o segmento.

Como escolher a melhor proteção para o seu carro antigo?

Independentemente da empresa escolhida, Hugo Jordão recomenda que o proprietário faça algumas perguntas antes de contratar qualquer serviço.

Entre elas:

  • A indenização será baseada na FIPE ou em valor acordado?

  • Existe limite anual de quilometragem?

  • Há cobertura para colisão parcial?

  • O veículo será avaliado por especialistas em carros antigos?

  • Quais serviços de assistência estão incluídos?

  • Qual é a distância máxima do guincho?

Responder essas perguntas ajuda a evitar surpresas e permite comparar propostas de maneira muito mais objetiva.

Conclusão

Segundo Hugo Jordão, procurar proteção para um carro antigo exige uma pesquisa diferente daquela realizada para veículos de uso comum.

Nem sempre as primeiras empresas encontradas no Google oferecem o produto mais adequado para um clássico, principalmente quando o proprietário deseja proteger o verdadeiro valor do seu patrimônio.

Antes de fechar contrato, vale analisar cuidadosamente como funciona a indenização, quais coberturas são oferecidas e se a empresa realmente entende as particularidades do mercado de veículos antigos.

Mais do que contratar qualquer proteção, o objetivo é garantir que anos de dedicação, investimento e paixão pelo antigomobilismo estejam protegidos da forma mais adequada possível.

Perguntas Frequentes

Por que seguradoras tradicionais recusam carros com mais de 20 anos?

As seguradoras tradicionais focam em modelos novos para uso diário. Veículos antigos possuem dificuldade de reposição de peças e uma lógica de mercado diferente, o que faz com que a maioria das empresas recuse o risco.

O que é o valor acordado no seguro de antigos?

Diferente da Tabela FIPE, o valor acordado é um montante definido entre o proprietário e a seguradora/proteção, baseado no estado de conservação e valor real de mercado do clássico, garantindo uma indenização justa em caso de perda total.

A Surrai cobre batidas parciais em carros antigos?

Não. A Surrai é focada em roubo, furto e perda total. Danos parciais decorrentes de colisões não estão inclusos na cobertura padrão da empresa para esse nicho.

Existe limite de quilometragem para seguro de carro clássico?

Algumas corretoras especializadas, como a Holding, impõem um limite de uso anual. Já opções como a Proteção Placa Preta da Atos oferecem rodagem ilimitada.

Hugo Jordão

Hugo Jordão

Especialista

Empresário e comunicador atuante no mercado de proteção veicular no Brasil. Produz conteúdo prático e direto sobre associações, direitos do consumidor, sinistros e tudo que envolve a proteção do seu patrimônio sobre rodas.

Por que confiar neste conteúdo? Todos os artigos são escritos com base em experiência prática e revisados periodicamente para manter a informação atualizada. Leia nossa política editorial.

Artigos Relacionados